Zilda Arns: Uma vida dedicada às Crianças - Por Ricardo Barros
15.01.10
O Brasil e o mundo perderam no último dia 12 de janeiro a médica
pediatra e sanitarista Zilda Arns. Ela foi fundadora e coordenadora da
Pastoral da Criança, organismo de ação social da Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil.
Você sabe quem foi essa mulher?
Zilda Arns nasceu no dia 25 de agosto de 1934, em Forquilha, estado de
Santa Catarina. Filha de Gabriel Arns e Helena Steiner Arns, e irmã de
Dom Paulo Evaristo - Cardeal Emérito de São Paulo. Ficou viúva em 1978
e teve de criar sozinha cinco filhos. Sua formação iniciou-se ainda em
Forquilha e terminou com a conclusão de seu curso de Medicina em
Curitiba, no Paraná, em 1959. Fez então diversas especializações, desde
Educação Física a cursos de Pediatria Social. Começou sua vida
profissional como Médica Pediatra do Hospital de Crianças Cezar
Pernetta, entre 1955 a 1964. Extremamente religiosa e observando a situação da maioria das
crianças brasileiras, em 1983 fundou e coordenou a Pastoral da Criança
da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Participou de diversos
eventos internacionais em defesa da criança em países da África,
América, Europa e Ásia. Devido ao seu trabalho em defesa da saúde e do
bem-estar infantil, recebeu diversas menções especiais e títulos de
cidadã honorária em diversas cidades do Brasil. Nos últimos tempos, seu
nome tem sido indicado para o Nobel da Paz em função dos trabalhos
desenvolvidos na Pastoral da Criança.
Os voluntários da Pastoral da Criança desenvolvem ações de saúde,
nutrição, educação, cidadania e espiritualidade de forma ecumênica nas
comunidades pobres. As atividades da Pastoral objetivam o
desenvolvimento integral das crianças desde seu nascimento até os seis
anos de idade, bem como a melhoria da qualidade de vida das crianças e
suas famílias. Os líderes da Pastoral da Criança atuam na sua própria comunidade.
Por viver no mesmo local, o líder conhece bem a família e as condições
em que ela vive e, junto com ela, busca maneiras de melhorar a
realidade. O líder também orienta as famílias sobre os seus direitos e
deveres e contribui para prevenir a violência doméstica, levando a
mensagem da paz, do amor e da solidariedade. As famílias acompanhadas
se sentem amparadas e fortalecidas para buscarem soluções para os
problemas.
* Ricardo Barros é Mestre em Educação, formado em História e Pedagogia
pela Universidade de São Paulo (USP) e Professor de História do Colégio
Paulista. Adote - Zilda Arns